terça-feira, 18 de março de 2014
Por que será que o mundo já não fala de Mikhail Gorbachev?
Numa altura em que a Rússia dá sinais de pretender anexar parcelas ou até países da outrora URSS, como foi o caso da Ucrânia, o mundo parece ter esquecido o jurista e político soviético Mikail Gorbachev, antigo presidente da ex-União Soviética, que desenvolveu esforços no sentido de democratizar o sistema político e descentralizar a economia daquelas repúblicas - revolução que foi chamada de Perestroika e que levou à queda do comunismo naqueles territórios bem como ao desmembramento da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. O Prémio Nobel da Paz foi atribuído a Gorbachev em 1990 pela sua contribuição para o fim da Guerra Fria, contudo, o seu compatriota Vladimir Putin parece querer fazer reverter a História, anexando a Crimeia, a que se seguirão outros Estados, paulatinamente.
Veremos que reacção terá a Comunidade Europeia, a NATO e os EUA!Será que as alegadas sanções impostas à Rússia vão fazer recuar Putin?
Uma coisa é certa: o mundo jamais pensaria que em pleno século XXI voltaria a ouvir falar em anexações de territórios autónomos e com a sua própria soberania!
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Toi tu étais une gamine
Toi tu étais une gamine,
Moi j'étais un petit garçon
On s´est connusdans tes vacances
Vite on est devenu amoureux
Très passionés et,
Très content de se connaître
Aujourd´hui, les années sont passées
Toi et moi on est devenu moins jeunes
Nous ne sommes plus assaillis par des sentiments de passion
Cependent, nous nous sommes toujours ensamble.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
"A minha pátria é a minha língua
Mas a minha língua não é a minha pátria;
Porque a minha pátria é a minha ilha;
E a minha língua é o som dos vulcões.
O meu sangue é o meu mar,
Esse mar salgado e limpo,
Essas águas azuis translúcidas foram o meu berço,
E serão o leito onde repousarei um dia.
Que saudades desse mar!
Do odor a maresia,
Do alo do seu iodo,
E do murmúrio das ondas,
Quando elas vêm descansar na costa,
Após uma viagem atribulada,
Depois de conhecer outros seres,
E se dá a conhecer a mim.
Provérbio popular corvino e o "Sermão de Santo António aos Peixes" do Pe. António Vieira
O grande erro deste mundo vem de um engano de S. Pedro.
Nosso Senhor disse-lhe um dia:
- Pedro, vai fora da porta e diz ao mundo:
- O pobre que viva do rico.
Mas S. Pedro chegou à porta, enganou-se e disse:
- Ouçam todos que têm ouvidos para ouvir
- O rico que viva do pobre!...
(E vive!...)
O Padre António Vieira, no seu célebre Sermão de Santo António aos Peixes:
" Antes, porém, que vos vades, assim como ouvistes os vossos louvores, ouvi também agora as vossas repreensões. Servir-vos-ão de confusão, já que não seja de emenda. A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande."
Nosso Senhor disse-lhe um dia:
- Pedro, vai fora da porta e diz ao mundo:
- O pobre que viva do rico.
Mas S. Pedro chegou à porta, enganou-se e disse:
- Ouçam todos que têm ouvidos para ouvir
- O rico que viva do pobre!...
(E vive!...)
O Padre António Vieira, no seu célebre Sermão de Santo António aos Peixes:
" Antes, porém, que vos vades, assim como ouvistes os vossos louvores, ouvi também agora as vossas repreensões. Servir-vos-ão de confusão, já que não seja de emenda. A primeira cousa que me desedifica, peixes, de vós, é que vos comeis uns aos outros. Grande escândalo é este, mas a circunstância o faz ainda maior. Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos, nem mil, para um só grande."
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Entre a Ditadura e o Banditismo Democrático
O Outono acaba de chegar, mas o Verão ainda não nos abandonou por completo; o calor teima em queimar-nos os corpos; e o país! Saio à rua para contrariar a dormência que me invade. Percorro estradas com trânsito caótico: uns falam ao telemóvel enquanto conduzem, outros enviam mensagens, aqui e ali, um carro cujos ocupantes seguem sem o cinto de segurança. Ao longo do meu itinerário acompanham-me cartazes com propaganda eleitoral para as eleições autárquicas; alguns, são cartazes descomunais, cujo presidente se recandidata à Câmara Municipal da Maia (onde resido); este já mudou o dito cartaz por três vezes desde que a campanha começou! O país está rico! Foco o meu olhar nas caras deles e nos falsos sorrisos com que se fizeram retratar (não confundir com retractar, porque isso eles não fazem!), são sorrisos que me provocam um misto de riso e revolta; tanto riso parolo com a ingénua intenção de caçar o voto! Vejo outros - que conheço! - que sempre apregoaram ter determinada ideologia política, mas que agora se juntam a partidos de cor radicalmente oposta; ou seja, diziam ser de esquerda e agora "viraram" à direita! São os vira-casacas! (Sim sei que o meu texto já vai cheio de exclamações! Isso deve-se àquilo que me invade: uma revolta por sermos um povo ainda tão néscio em termos de cultura democrática, que permite que um bando de malfeitores, de ladrões, mentirosos e aldrabões nos tenham vindo a roubar descaradamente ao longo de 39 anos consecutivos e que levaram o país à bancarrota.)
Apetece-me lançar-lhes bosta naqueles sorrisos hipócritas com que emporcalham aldeias, vilas e cidades, deste malogrado Portugal. E o problema não se fica pelos cartazes; e os ferros que plantam por todo o lado para segurar toda a parafernália de lonas, papéis e plásticos - que nos custaram os olhos da cara - para esta bandidagem gastar à tripa-forra os parcos recursos que restam dos nossos esforços para fazer sair o país do buraco onde nos meteram, mas que eles se estão nas tintas para isso!
A dado momento, um carro pára e aborda-me. Um casal pede-me informações de como chegar ao centro da Cidade da Maia, dou-lhes todas as informações necessárias e o casal lá vai.
Por momentos os meus pensamentos afastaram-se do lixo que me tem acompanhado; estou a falar do lixo propaganda política, claro! Mas de repente, sou assaltado por um turbilhão de ideias: então não é que temos sido presenteados com enormes (não gosto da palavra mega, por isso fujo a esse neologismo!) desfiles de carros dos candidatos às autarquias, bem como dos seus aficionados (prefiro chamar a isto uma tourada) com bandeirinhas e a buzinar até nos ferirem os tímpanos; qual casamento importante.
Após o 25 de Abril de 74 os candidatos a qualquer cargo político ainda se davam ao trabalho de fazer campanhas de esclareciemento às populações e apresentavam os seus projectos ou propostas para o cargo a que se candidatavam; hoje, a única coisa que vemos e ouvimos, é a "lavagem de roupa suja" de forma recíproca, ou então promessas impraticáveis e demagógicas, que logo após as eleições são esquecidas, ou fazem exactamente o seu contrário; não há uma única ideia clara e credível, quer para a freguesia, quer para o concelho! O que todos querem é um tacho e mordomias; o que todos procuram é dinheiro sem trabalho; o que todos querem é entrar de qualquer forma num qualquer sítio onde possam obter interesses para si, para a sua família e amigos; não há quaisquer escrúpulos; não há pinga de honestidade intelectual nesta gentalha; não há qualquer seriedade, nem capacidade para fazer o país sair desta imemorável crise!
Assim, não se prevê que algum dia possamos sair desta lama em que nos meteram, pois a corrupação já se alastrou como os tentáculos de um polvo por todo o lado, e os mais novos não conhecem outra forma de atingir os seus objectivos na vida, daí que, será muito difícil uma mudança nas mentalidades dos Portugueses.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Viagens na Minha Terra
Numa passagem das suas "Viagens na Minha Terra" de Almeida Garrett, este questionou:
«E eu pergunto aos economistas, políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?»
Passados que são 159 anos sobre a sua morte, o escritor e político não precisaria de fazer esta pergunta. Bastar-lhe-ia ver os telejornais, ler jornais e olhar à sua volta para ter a sua resposta.
Segundo o economista Eugénio Rosa, há 4,5 milhões de pobres em Portugal.
"O último relatório deste economista prova que em Portugal 4 488 926 (quase quatro milhões e meio) de portugueses que estariam na situação de pobreza se não fossem as transferências sociais, incluindo as pensões. Os números são do INE e mostram uma realidade alarmante: quase metade do país a afundar-se. Recorde-se que o limiar de pobreza em Portugal é de 5040 euros anuais, ou seja 420 euros a 12 meses (ou, como Eugénio Rosa prefere apresentar, 360 a 14 meses)."
Temos que "o número de indivíduos condenados à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria..." produziram os 25 maiores ricos em Portugal:
«E eu pergunto aos economistas, políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?»
Passados que são 159 anos sobre a sua morte, o escritor e político não precisaria de fazer esta pergunta. Bastar-lhe-ia ver os telejornais, ler jornais e olhar à sua volta para ter a sua resposta.
Segundo o economista Eugénio Rosa, há 4,5 milhões de pobres em Portugal.
"O último relatório deste economista prova que em Portugal 4 488 926 (quase quatro milhões e meio) de portugueses que estariam na situação de pobreza se não fossem as transferências sociais, incluindo as pensões. Os números são do INE e mostram uma realidade alarmante: quase metade do país a afundar-se. Recorde-se que o limiar de pobreza em Portugal é de 5040 euros anuais, ou seja 420 euros a 12 meses (ou, como Eugénio Rosa prefere apresentar, 360 a 14 meses)."
Temos que "o número de indivíduos condenados à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria..." produziram os 25 maiores ricos em Portugal:
sábado, 2 de março de 2013
Ilhas de Bruma
"Eu sou das ilhas de bruma onde as gaivotas vêm beijar a terra".
O verde das pastagens, o azul do mar e do céu, o perfume intenso das hortências,
O chilrear dos pássaros, o som do vento nos fios eléctricos, o marulhar das ondas na rebentação,
O cheiro a maresia, o aroma do verde húmido dos matos, o odor das burrecas encharcadas,
O som da água translúcida que brota da nascente e que se bebe na copa do inhame,
O perfume da flor da cana-roca e do incenso, o odor do sargaço na maré baixa,
O grito das gaivotas em terra quando o mar está bravo ou do garajau que faz voos rasantes sobre nossa cabeça para proteger o seu habitat, o mar ... aquele mar azul e quente que aquece a alma da gente, as plantas que aqui têm cheiro e vida e viço, as flores que aqui se oferecem à nossa amada de forma grátis, os animais selvagens que aqui são mais pacíficos, os picos, os vales, as quedas de água, o ar húmido, a chuva, o sol e o vento, que aqui se mostram num só dia ...
São assim os Açores; é assim a minha terra, a ilha das Flores.
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Base Francesa nas Flores
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